domingo, 19 de fevereiro de 2017

Grupo de Estudos em Psicologia Forense

GRUPO DE ESTUDOS em Psicologia Forense. Semanalmente na terça feira das 19:30 as 21:00. Início em 14 de março e término em 27 de junho. Campinas - SP Mais informações: mfafs@uol.com.br

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

Vítimas de chacina são veladas juntas em Campinas

Matéria com minha participação na VTV-SBT Campinas - 02/01/2017 https://www.youtube.com/watch?v=Xc_X5vdbpWI&sns=fb

Acusado de estupro é indicado como suplente em Ministério

Texto em minha coluna semanal no Jornal Correio Popular de Campinas - 08/11/2016 O indicado como suplente pelo atual ministro da saúde, para ocupar, portanto, sua vaga como deputado federal é um criminoso de alta periculosidade. Este indivíduo, Osmar Bertoldi, do DEM (PR) esteve preso por oito meses, acusado de invasão de domicílio, cárcere privado, estupro e lesão corporal grave. Mesmo antes de completar uma semana de sua saída da prisão o amigo do ministro já foi empossado. É uma vergonha que criminosos como este possam, sem nenhum problema, assumir a vaga de deputado federal em nosso país. Ele terá, a partir de agora, o foro privilegiado, que acredito ser outra aberração concedida aos políticos criminosos no Brasil. A vítima deste sujeito foi sua ex-noiva, que segundo informou, ao terminar o relacionamento com ele, teve sua residência invadida, foi estuprada, brutalmente agredida e mantida em cárcere privado. De todas estas acusações, apenas a lesão corporal grave foi reconhecida, motivo pelo qual, ele passou os oito meses na cadeia. Veja-se que a palavra da vítima foi completamente ignorada pela Justiça do Paraná e só não houve total absolvição, porque os ferimentos da vítima, por si só, comprovam o crime de lesão corporal. Este é mais um exemplo de absurdos desta natureza que acontecem, e, não se vê uma mobilização efetiva da sociedade exigindo sua punição. Ao contrário, este criminoso agora terá todas as mordomias e privilégios concedidos à classe política, que, aliás, é formada por um grande número de criminosos. As panelas poderiam ser batidas contra o atual ministro da saúde do governo Temer, que, acoberta e cuida deste criminoso de alta periculosidade. Na verdade, quem precisa ser cuidado por este ministro é o brasileiro, que morre doente nas filas ou em locais de atendimento, sem que tenham nenhuma atenção necessária. http://correio.rac.com.br/_conteudo/2016/11/colunistas/maria_de_fatima/456655-acusado-de-estupro-e-indicado-como-suplente-em-ministerio.html

Chacina em Campinas

Texto publicado em minha coluna semanal do Jornal Correio Popular de Campinas - 05/01/2017 A confraternização de réveillon de doze pessoas que foram covardemente assassinadas por Sidnei Ramis de Araujo, inclusive seu próprio filho de oito anos, foi tão macabra quanto um filme de terror. O ódio e a vingança foram os ingredientes motivadores para a chacina contra Isamara, sua ex-esposa e membros da família desta. Segundo informações divulgadas na mídia, a raiva exacerbada de Sidnei começou a partir do momento em que Isamara o denunciou por abuso sexual contra o filho. A partir desta acusação, a justiça determinou que as visitas à criança fossem assistidas, quinzenalmente, por três horas, na residência materna. O abuso não foi comprovado, assim como acontece com a maioria de casos similares, visto que geralmente este tipo de crime não deixa marcas ou lesões passíveis de comprovação. A negação do crime, nos registros deixados pelo homicida, assim como, certamente, foi feita à justiça, na época do processo de regulamentação de visitas, é típica de criminosos sexuais. Caso houvesse ainda alguma dúvida de que tal abuso aconteceu, acredito, esta pode ser dizimada. A frieza com que Sidnei matou as pessoas, incluindo seu filho, mostra que ele realmente seria capaz de praticar a violência sexual. O cruel matador revela características de personalidade peculiares às de um psicopata, como exemplos, frieza afetiva, espírito de vingança, raiva como o principal sentimento, passionalidade e narcisismo. Este último, também demonstrado ao escolher uma ocasião tão especial, como é o réveillon e com isso, mobilizaria ainda mais a atenção da opinião pública. O matador expõe nos registros que deixou que não era apenas um machista que procura desqualificar as mulheres, mas alguém que odiava o sexo feminino. Em seus escritos esse ódio é facilmente observado, através de carta que havia enviado para amigos antes do crime, com textos dirigidos ao filho e a uma namorada. O fato de ter enviado a carta também é uma forma de procurar justificar a carnificina que cometeu. Sidnei destila sua raiva aos prisioneiros, aos direitos humanos, ao sistema econômico, à justiça, às mulheres representadas por sua ex-sogra – anteriormente falecida –, à sua ex-esposa, à Maria da Penha, que influenciou uma Lei de proteção às mulheres e até mesmo à ex-presidente. Para se fazer uma análise aprofundada sobre este crime, o método de investigação denominado autópsia psicológica poderia ser aplicado, pois ele revelaria com alto índice de confiança, toda a dinâmica psicológica envolvida neste caso. http://correio.rac.com.br/_conteudo/2017/01/colunistas/maria_de_fatima/463872-chacina-em-campinas.html

Chacina da virada do ano em Campinas

Psicologa Forense, Maria de Fátima dos Santos fala sobre a chacina da virada do ano em Campinas Rádio CBN de Campinas http://www.portalcbncampinas.com.br/2017/01/psicologa-forense-maria-de-fatima-dos-santos-fala-sobre-a-chacina-da-virada-do-ano-em-campinas/

Complexidade do cárcere e o significado do trabalho

Texto em minha coluna semanal no Jornal Correio Popular - 17/01/2017 O sistema carcerário brasileiro está falido há décadas, ou, quem sabe, já nasceu arruinado. Os objetivos das penas privativas de liberdade são basicamente a prevenção, a punição e a ressocialização. Podemos afirmar que, atualmente, a punição é de fato o único objetivo alcançado. Mesmo que de forma precária, até o início da década passada, a ressocialização podia ser observada em muitas unidades penais. Nesta época, a superlotação não era corriqueira nas prisões. Cursos profissionalizantes, educação formal e o trabalho do reeducando eram comuns. Chamo a atenção para o fato de que, apenas o trabalho desenvolvido por prisioneiros, não é o fator primordial para a reintegração social. Antes do aprisionamento, grande parte dos criminosos trabalhava, geralmente, desde a adolescência. Portanto, apenas o trabalho não é fator de ressocialização, como se pode deduzir erroneamente. Deste modo, cursos de capacitação, voltados para o trabalho do egresso do sistema penal, é fundamental para que este não volte facilmente à delinquência. O reeducando deve ser preparado para trabalhar de forma diferenciada, conseguindo com isto, competir no mercado de trabalho. Chamo a atenção para a equivocada idéia de que o egresso da prisão volta a cometer crimes por não conseguir emprego. Ele, de fato, já não o tinha antes de ser preso. A população carcerária é formada por cidadãos da classe popular e para eles, o trabalho formal não é a regra. O trabalho com vínculo, portanto, não faz parte da vida destas pessoas. Penso que, estes indivíduos deveriam ser incentivados a também se tornarem profissionais autônomos, com os direitos trabalhistas assegurados, e, assim, saírem da informalidade. A prisão deveria ser o local em que capacitações e orientações voltadas, portanto, para o mundo do trabalho, fossem oferecidas e a educação escolar, evidentemente, é imprescindível para isto. Trabalhar, com remuneração insuficiente, levará a reincidência no crime. Para grande parte dos prisioneiros, o crime que permite ganho pecuniário, serve para a complementação de sua renda. Portanto, a valorização do trabalho é o principal fator para a diminuição de muitos crimes. Veja-se que a capacitação, englobando a educação escolar, pode permitir que o trabalho do egresso seja de melhor remuneração e deste modo, prevenir a sua reincidência. Estes aspectos por mim apontados estão voltados para os que cometeram crimes contra o patrimônio, ou, delitos que levem ao ganho financeiro. Estas observações que faço são pautadas em minha experiência como psicóloga no sistema penal. http://correio.rac.com.br/_conteudo/2017/01/colunistas/maria_de_fatima/465413-complexidade-do-carcere-e-o-significado-do-trabalho.html