quarta-feira, 20 de abril de 2016

Curso: Assistência Técnica em Psicologia Forense - 18 e 19 junho de 2016

O curso acontecerá em Campinas - SP. Informações no email: mfafs@uol.com.br

Apologia ao criminoso coronel Ustra

Texto em minha coluna semanal - 19/04/2016 Na votação do pedido de impedimento da presidente Dilma, na Câmara dos Deputados, no domingo, dia 17, o deputado Jair Bolsonaro do Partido Social Cristão (PSC) prestou homenagem ao Coronel Ustra. Esse militar foi comandante chefe do DOI-Codi de São Paulo, entre 1970 e 1974. Sobre este sádico torturador, muitas denúncias foram feitas, sem que fosse de fato castigado por práticas aviltantes às suas vítimas. Todos que estiveram sob seu jugo, jamais o esquecerão, pois sua crueldade violentou a alma destes brasileiros presos pela ditadura militar. Muitos foram torturados e mortos por este assassino abominável. Familiares destas pessoas covardemente mortas, dificilmente conseguirão esquecer o significado da existência de um torturador implacável, como este coronel. A justiça brasileira o poupou, assim como a tantos outros desprezíveis algozes de suplícios, em nome de uma farsa defesa nacional, contra os terroristas. Terroristas, eram assim chamadas as pessoas que lutaram e até mesmo deram a vida pela liberdade de nosso país. Aqueles que exultam a escória humana, representada por este coronel – que morreu no ano passado – deveriam ser banidos da vida pública, pelo Poder Judiciário. Deste modo, o deputado Bolsonaro, cujo partido nada tem de Cristão a não ser o nome, ao permitir que um filiado seu preste homenagem a um cruel torturador, deveria ser punido, exemplarmente, ao fazer apologia ao coronel que levou inominável sofrimento a tantos presos políticos. Aliás, presos estes responsáveis por nossa Democracia. Se nós temos hoje liberdade em dizer o que pensamos, sem medo de sermos reprimidos e torturados, devemos isto a eles, que se sacrificaram por nós. http://correio.rac.com.br/_conteudo/2016/04/colunistas/maria_de_fatima/424396-apologia-ao-criminoso-coronel-ustra.html

segunda-feira, 21 de março de 2016

Ódio e intolerância na política

Texto em minha coluna semanal O momento político pelo qual passa o nosso país é dos mais complicados nas últimas décadas. As pessoas, mesmo aquelas que se diziam alheias às questões relacionadas a esta esfera, revelam-se imbuídas de ódio e intolerância: quem não compartilha de suas opiniões são abertamente ofendidas e vilipendiadas. Tais atitudes são comuns de se encontrarem nas conversas entre familiares, amigos e colegas de trabalho. As redes sociais, com certeza, são os locais mais frequentes em que este fenômeno agressivo se mostra. Vemos discussões imbuídas de ódio e inflexibilidade, como se tais formas de agir fossem resolver a grave crise pela qual passamos. Elas não só não resolvem como disseminam inimizades e violência. Os políticos corruptos, que certamente devem ser exemplarmente punidos, na grande maioria das vezes, não são sequer denunciados. A denúncia e punição são fartamente observadas dentre aqueles pertencentes ao atual governo e a alguns de seus aliados, mas os outros partidos, ditos de “oposição” são descaradamente poupados. Tal momento conturbado fomenta a certeza de que nosso povo tem memória frágil, visto que se esquecem do quanto somos roubados, há séculos. É fato que muitos políticos que hoje se mostram como honestos e eficientes ao administrarem o bem público, têm contra eles dezenas de denúncias de corrupção, mas que são ignoradas seletivamente pela mídia e justiça cega (aquela que só vê o que lhe é conveniente). Precisamos aproveitar este momento em que as pessoas se manifestam contra a roubalheira, mas que seja realmente, contra todos os que nos roubam, sem poupar ninguém. Apenas desta forma, faz sentido lutar por um futuro melhor. Caso contrário, iremos repetir os mesmos erros do nosso passado, tão próximo, mas para alguns, tão distante. http://correio.rac.com.br/_conteudo/2016/03/colunistas/maria_de_fatima/419470-dio-e-intolerancia-na-politica.html

terça-feira, 1 de março de 2016

Reencontro digital

Texto em minha coluna semanal O avanço tecnológico propicia acontecimentos ímpares. O celular, com a ferramenta de comunicação Whatsapp é um bom exemplo do que é possível acontecer. Vejam-se familiares, amigos e colegas que há muito tempo não se encontravam e, com informações que estavam perdidas ou esquecidas, sobre estas pessoas, se juntam e elas conseguem novamente se unir. É claro que no que tange aos familiares, acabamos por saber da existência de parentes que sequer imaginávamos. Outra ferramenta que aproxima pessoas é o Facebook. É só digitar o nome de alguém que temos alguma chance de encontrar esta pessoa. Antes da existência destes instrumentos, tais encontros eram praticamente impossíveis. É imensa a emoção que sentimentos ao conversar, mesmo que virtualmente, com alguém que já fez parte de nossa vida e tinha ficado apenas em nosso passado. Quanto mais remoto é o tempo de separação, mais diferentes reencontramos estas pessoas – até mesmo fisicamente irreconhecíveis. Saudades e esperanças de voltar a ter contato se mesclam, com pedidos de resgatar fotografias, que auxiliem a memória no reconhecimento daqueles rostos que nos eram íntimos. O primeiro passo para reiterarmos amizades é dado, e a continuidade destas, vai depender do quanto cada um se identifica com a nova/antiga amizade. Amizade é imprescindível para a saúde mental e, ao ser resgatada, faz a vida ficar melhor. http://correio.rac.com.br/_conteudo/2016/02/colunistas/maria_de_fatima/415866-reencontro-digital.html

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Depressão pós-parto

Texto em minha coluna semanal do dia 23/02/2016. A depressão pós-parto é muito mais comum do que se imagina. Ela não deve ser confundida com psicose puerperal, doença manifestada em mulheres que apresentam estrutura de personalidade psicótica, portanto, com incidência muito menor. A gravidez, assim como o período menstrual e menopausa, provoca alteração hormonal e desta forma, é possível que a sensibilidade da mulher seja afetada. No período menstrual, inclusive, é frequente que a mulher fique mais ansiosa e irritada, geralmente nos dias que antecedem a menstruação – a chamada tensão pré-menstrual. Já a depressão pós-parto pode levar a mulher a negligenciar os cuidados básicos da criança, além de “recolher-se” e evitar contato com as pessoas. Quando este problema ocorre, ela precisa de muita compreensão de todos, para conseguir se fortalecer e transpor este amargo período que vivencia. Na psicose puerperal, doença grave que pode acometer a mulher-mãe, em geral até seis meses após o nascimento da criança, a enferma apresenta sérias alterações de comportamento. Pode mostrar-se agressiva com o filho recém-nascido e neste caso, é fundamental que seja separada deste ou vigiada o tempo todo, para não cometer um ato violento contra a criança. Este tipo de doença necessita de intervenção psiquiátrica, para que os sintomas sejam amenizados, sendo eles formados por delírios e alucinações. Quanto à depressão pós-parto, pode existir a necessidade de medicação e quando possível, a mulher deve procurar a ajuda de um profissional de psicologia, visto que a depressão é indicativa de que algo não está bem com ela. Independentemente se ocorre a depressão ou a psicose pós-parto, o carinho da família e dos amigos são essenciais para a recuperação da mulher. O companheiro será figura fundamental, tanto nos cuidados com o bebê quanto no amor demonstrado por ela.