quinta-feira, 3 de julho de 2014

Curso: Psicopatologia Forense.

Ofereço o Curso Psicopatologia Forense nos dias 16 e 17 de agosto de 2014, em Campinas - SP. Informações: mfafs@uol.com.br

terça-feira, 1 de julho de 2014

Jogador ou agressor?

Texto em minha coluna semanal (01/07/2014) no Jornal Correio Popular - Campinas. Na última semana o jogador uruguaio Luis Suárez agrediu um adversário, durante jogo da Copa do Mundo, da seleção italiana. A vítima da vez foi Chiellini, visto que este tipo de ataque covarde, feito por Suárez, já aconteceu em outras duas ocasiões. A primeira vez ele agrediu Otman Bakkal, atuava na Holanda e foi punido com a suspensão em sete jogos. Na segunda vez, quem levou sua mordida foi Ivanovic e foi suspenso por dez jogos pela Liga Inglesa. O juiz da partida, na Copa, ignorou a atitude agressiva de Suárez e nem ao menos um cartão amarelo ele recebeu. É de se estranhar que um juiz escolhido para apitar um jogo da Copa do Mundo, permita que uma violência desta natureza não seja punida. Tal atitude de um desportista é intolerável, aliás, de qualquer pessoa. Um jogador de futebol, certamente, pode influenciar seus fãs e ele jamais deveria agir com brutalidade, já que sua atitude servirá de um péssimo exemplo. Crianças que assistiram a cena podem acreditar que morder um adversário é correto. Deste modo, a punição que ele recebeu – sendo expulso das partidas da Copa e durante quatro meses não poderá participar de nenhum jogo oficial de futebol – foi merecida. Competições esportivas, salvo aquelas violentas, não podem tolerar agressões. Quando existem ataques em uma competição, ela perde seu brilho e razão de ser. http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/06/colunistas/maria_de_fatima/186445-jogador-ou-agressor.html

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Curso: Investigação criminal sob o enfoque da Psicologia Forense

Curso que ocorrerá nos dias 07 e 08 de junho de 2014. Informações: mfafs@uol.com.br

Agressividade exacerbada

Texto em minha coluna semanal no dia 21/05/2014 Nos últimos tempos o nosso país tem sido palco de muita agressividade. Esta atitude humana que desumaniza seu praticante tem ocorrido em diferentes contextos. A começar pela família, em que a violência doméstica tem atingido níveis assustadores. Consequências nefastas a curto e médio prazo serão observadas, sem dificuldades, nos lares em que a desestruturação se faz presente. Na escola também temos visto que alunos se agridem gratuitamente, bem como professores e funcionários sofrem das mais variadas formas de desrespeito e abuso. O ambiente de trabalho, que sempre deveria ser saudável e proporcionar desenvolvimento aos funcionários, comumente se vê exageros nas cobranças, humilhações e uma gama de atrocidades. Nestes casos, o assédio moral se faz presente. Estádios de futebol têm sido palco de selvageria e criminosos disfarçados de torcedores extravasam sua raiva, ferindo e matando quem os frequentam. A violência urbana mostra-se incontrolável, ceifando vidas prematuramente, como se estas nada valessem. Manifestações acabam por se transformar em campos de guerra e revelam a ira de muitos bandidos, covardemente, escondidos em máscaras. Muitos destes sujeitos violentos são jovens, que morrem e matam, por nenhuma causa. Eles agem apenas pelo prazer de destruir, dizimar vidas e o patrimônio alheio. Pode-se afirmar que hoje vivemos em uma sociedade, presente em muitos países, psicopática. O respeito e fraternidade simplesmente desapareceram do cotidiano destes indivíduos. Viver, cada vez mais, é conseguir livrar-se dos perigos provocados pela violência banalizada. http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/05/colunistas/maria_de_fatima/176657-agressividade-exacerbada.html

terça-feira, 13 de maio de 2014

O linchamento de Fabiane

Texto em minha coluna semanal no jornal Correio Popular de Campinas - 13/05/2014 Fabiane era uma dona de casa e mãe de dois filhos. Morava na periferia do Guarujá, em uma casa simples. Tudo indica que era uma pessoa que não incomodava ninguém e cuidava com dedicação e carinho de sua família. Ela era jovem e certamente tinha muitos sonhos para serem realizados. No sábado, dia 03 deste mês, ela saiu de casa em sua bicicleta para ir até uma igreja e depois visitar parentes. Na mesma cidade, uma página em uma rede social havia divulgado, dias antes, que uma mulher sequestrava crianças na cidade para rituais macabros. Também divulgaram um retrato falado da suposta sequestradora. As semelhanças entre o retrato falado e Fabiane são poucas, mas mesmo assim, alguém supostamente se enganou ao reconhecê-la e deu-se início ao espancamento impiedoso. Estes indivíduos que incitaram a população ao linchamento se forem todos reconhecidos, serão condenados por homicídio qualificado. Aqueles que também participaram, mesmo que em menor grau, devem ser condenados igualmente, mas receberão uma pena menor. Crimes bárbaros como este mostram a descrença das pessoas na polícia e na justiça ao buscarem fazer justiça com as próprias mãos. Também denotam a certeza da impunidade ou de uma punição branda. E a polícia, ao que tudo indica, não conseguiu chegar a tempo de salvar a jovem senhora. Situações semelhantes mostram a falta de efetivo policial, que se estivesse presente, evitaria tais mortes. É vergonhoso que no Estado mais rico do Brasil pessoas ainda morram desta forma, brutalmente, porque não foram protegidas pelo aparato policial, exatamente por ser este insuficiente, tanto em número de policiais quanto em equipamentos necessários para ações efetivas. A selvageria e crueldade dos algozes desta mulher revelam o quanto vivemos em uma sociedade insensível e perigosa. http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/05/colunistas/maria_de_fatima/174872-o-linchamento-de-fabiane.html